
Concreto que captura carbono


Uma nova abordagem tecnológica está permitindo reduzir o impacto ambiental do concreto por meio do uso de dióxido de carbono (CO₂) durante o processo de produção e cura do material.
A fabricação de cimento, principal componente do concreto, é responsável por uma parcela significativa das emissões globais de CO₂. Isso ocorre principalmente durante a etapa de calcinação do calcário e na geração de altas temperaturas necessárias para a produção do clínquer.
Para enfrentar esse desafio, novas tecnologias estão utilizando CO₂ capturado de processos industriais e incorporando-o diretamente no concreto fresco. Durante esse processo, o gás reage quimicamente com os compostos presentes no cimento, formando carbonato de cálcio, um mineral estável que permanece permanentemente aprisionado na matriz do concreto.
Esse fenômeno, conhecido como mineralização, não apenas captura o carbono dentro do material, como também pode contribuir para melhorar propriedades mecânicas, como a resistência à compressão. Com isso, os produtores podem otimizar o traço do concreto e até reduzir parcialmente o consumo de cimento sem comprometer o desempenho estrutural.
Na prática, essa tecnologia pode evitar emissões de carbono durante a produção do concreto e contribuir para a descarbonização do setor da construção, mantendo as características de desempenho exigidas pelos projetos.
Com a crescente pressão global por soluções de baixo carbono, o uso de CO₂ como agente de cura ou aditivo mineralizante no concreto surge como uma alternativa promissora para tornar um dos materiais mais utilizados no mundo mais sustentável.
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